Eu estava voltando do trabalho e encontrei a mãe de um aluno. Na verdade, eu não tinha certeza que ela era realmente a mãe de um aluno, mas perguntei mesmo assim.
- Você é mãe do Fernando, não é?
- Sim, sou.
- Ah sim, eu sou professora dele.
- Ah é? E como ele tá lá?
E eu lembro. Não tinha mais de uma hora que eu havia falado pra ele se sentar no seu lugar umas mil vezes e ele simplesmente não me ouvia. Na verdade, ele não era sempre assim. Pelo contrário, eu o achava muito inteligente, escrevia bem em comparação aos outros alunos e sempre participava das atividades. Só que eu lembrei de um dia que a mãe dele havia ido à escola, o chamado e os dois foram conversar com a coordenadora. Ao passar de uma sala pra outra vi os dois chorando. E ouvi a mãe dizendo algo como "eu sei que é pouco, mas é o que eu posso dar pra ele no momento".
Nunca pensei que poderia pensar tanta coisa em tão pouco tempo, porque não demorei nem dois segundos pra responder.
- Ele é ótimo, é um menino muito inteligente, você tem sorte.
- Nossa, que ótimo, porque ultimamente ele anda dando tanto trabalho. Uma coisa boa pelo menos uma vez.
Nós duas rimos e nos despedimos.
Queria poder descrever como me senti, mas creio que não seja o bastante.
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